Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ups... Já nos 40!

Esta sou Eu... sou Mãe, mas acima de tudo Mulher! E já nos 40...

Ups... Já nos 40!

Esta sou Eu... sou Mãe, mas acima de tudo Mulher! E já nos 40...

Novidades... Muitas...

Hoje apeteceu-me vir até aqui.

Já há bastante tempo que não aparecia por aqui, nem para escrever nem para vos vir ler. Não me apetecia, não tinha grande vontade e para bem dizer não tinha lá muito tempo para me dedicar a este cantinho.

A última vez que por aqui passei foi há mais de 1 ano, e só para vos dizer que ainda por aqui continuava, pelo que o último post neste cantinho foi em setembro de 2018... quase 2 anos... e desde então tanta coisa aconteceu por estes lados.

Nessa ocasião estava novamente desempregada há uns 3 meses, situação que durante até julho do ano passado. Nesse tempo, que passou tentei tudo por tudo arranjar um emprego, fosse ele qual fosse, alguma forma de subsistência mas sem grande sucesso. Até que, em finais de junho de 2019 o subsídio de desemprego terminou e, sem qualquer resposta aos inúmeros currículos que fui enviando, fui-me inscrever num supermercado para a função de operadora de caixa.

Quiseram que começasse logo a trabalhar e eu, sem outra opção no imediato, lá comecei no início do mês de agosto (aquele mês ótimo para se trabalhar neste tipo de superfície quando tudo está de férias e decide ir abastecer a casa para os churrascos, festas, e mais festas).

Foi duro, muito duro. Não tinha horários certos, não tinha fins de semana, não tinha tempo para os meus filhos e muito menos para mim.

Para além disso, o supermercado ficava na minha terra e uma grande parte dos clientes conhecia-me e foi muito difícil gerir comentários como: "então, mas não trabalhavas num banco?", "olha, agora trabalhas aqui? Não eras bancária?", "pois, coitada... passares de um banco para caixa de supermercado...". Mas se por vezes não gostava desses comentários, sorria e esses mesmos comentários que seriam para me deitar abaixo, davam-me mais força para continuar e procurar algo onde me sentisse realizada.

O tempo foi passando, eu sempre a procurar trabalho dentro das minhas qualificações, e participar em todos os concursos públicos que apareciam (a ir a provas, avaliações psicológicas, entrevistas...).

Ao fim dos 3 meses do contrato inicial (que na minha cabeça eu não queria renovar pois já teria encontrado algo) o mesmo foi renovado por mais 7 meses.

Chegou o mês de dezembro e a ansiedade de passar a altura do Natal a trabalhar ali aumentava... continuava sem ter grande tempo para mim e para os meus, sem fins de semana (tinha uma folga ao domingo por mês e um sábado de vez em quando).

Até que numa das minhas folgas decido ir entregar uns currículos em mão em algumas empresas que tinha visto estarem a procurar administrativos, ou alguém para trabalhar na área da contabilidade. Sem grandes expetativas, confesso.

Passado exatamente uma semana ligam-me de uma dessas empresas a dizer que gostariam de falar novamente comigo, e lá fui na minha hora de almoço, e quando saí de lá não continha o meu sorriso.... tinha conseguido! Um emprego como Técnica de Contabilidade numa empresa. Um grande desafio para mim, pois apesar de ser Contabilista Certificada nunca tinha exercido. Agora o desafio era conseguir aguentar o turno da tarde sem ninguém perceber o meu sorriso de orelha a orelha e chegar a casa e contar a novidade. No dia seguinte apresentei a minha carta de demissão, mas tive de dar 1 mês à casa, e sim, ter a experiência de trabalhar nas semanas que antecedem o Natal e a Passagem de Ano num supermercado. 

Consegui que me deixassem gozar uma semana de férias antes de terminar o meu vínculo e soube-me muito bem, pois não queria sair de um trabalho no domingo e começar logo noutro na segunda feira.

Assim, no dia 20 de janeiro de 2020 (segunda feira) lá iniciei as minhas novas funções... mas foi por pouco tempo...

Na sexta feira dessa semana ao entrar na minha conta de mail verifico que tinha recebido um mail que me deixou com o coração aos pulos. Lembram-se que disse acima que tinha corrido a muitas ofertas na Função Pública. E em 2 delas fiquei na lista de reserva de recrutamento.

E sim, era um mail a dizer que tinha sido selecionada para iniciar funções no início de fevereiro e se eu aceitava. Não estava a acreditar... ao fim de quase 5 anos de tentativa estava a ser chamada para iniciar na Função Pública. Fiquei sem reação. Como vou fazer, pois comecei aqui num novo emprego nem há uma semana? E na empresa esperaram por mim um mês e depositaram muitas expetativas em mim? Não queria defraudar quem me contratou, mas acima de tudo estava o meu futuro, a minha persistência em obter um lugar destes, a minha luta de quase 5 anos. 

Posso dizer que foi uma das decisões mais difíceis de tomar, e mais ainda de comunicar ao meu superior (quem me contratou e depositou expetativas em mim). Mas tinha de ser, e lá me enchi de coragem e lhe comuniquei que iria rescindir o contrato (por um lado foi mais fácil pois estava no período experimental). Até porque gostava do trabalho que estava a desempenhar, apesar do grande desafio que o mesmo representava para mim e gostava da equipa (era uma empresa pequena).

E assim, lá iniciei funções num novo desafio profissional a 10 de fevereiro deste ano, e só espero que agora sim... seja só o começo de uma grande caminhada...

(desculpem o post longo, mas ainda tenho tanto para vos contar... a ver se começo a ganhar o hábito de aqui vir com mais frequência).

Beijos e abraços. 

Querem uma novidade fresquinha?

Desde ontem sou novamente uma mulher empregada.

Ao fim de 2 anos e quase 5 meses consegui voltar ao mercado de trabalho... e o melhor... para a minha área... a banca.

É para uma função diferente, mas não deixa de ser para a minha área, para aquilo que gosto de fazer.

Nestes 2 dias têm sido muitas as aprendizagens (2 anos e tal fora e recomeçar numa nova função requer novas aprendizagens), mas ando com o astral em alta, com vontade de voltar a vingar na minha profissão. 

Nestes 2 anos e qualquer coisa tive quem me dissesse para ter calma, que a minha oportunidade ia surgir... demorou mais do que o que eu pretendia, mas ela estava lá e eu não a deixei escapar.

No prazo de 1 semana fui contactada para ir a entrevista, para me dizerem que o lugar era meu e para iniciar o trabalho...

Agora é agarrar a oportunidade com unhas e dentes, e bola para a frente!

Voltei...

Tenho andado ausente, muito ausente para dizer a verdade, mas estes dias não têm sido fáceis.

Iniciei um novo emprego em meados do mês (mais propriamente um CEI, através do Centro de Emprego), com um horário muito mais preenchido do que tinha anteriormente o que me deixa com pouco tempo para vir até aqui. E quando chego a casa, sinto-me completamente exausta sem vontade para fazer muita coisa (o ambiente por casa também não é o melhor e só tenho vontade de agarrar nos meus sacos do Continente e desaparecer, mas falta-me a coragem para fazer esta mudança na minha vida ainda mais sem um emprego que me dê alguma estabilidade e aos meus filhos).

Para piorar a coisa o telemóvel avariou-se e agora acesso à net e a todo o mundo virtual só mesmo em casa... (o que mais me falta acontecer!!!).

Relativamente ao "novo emprego" não posso dizer que não esteja a gostar, é completamente diferente do meu anterior emprego, mas são sempre aprendizagens. Uma curiosidade, entrei neste CEI juntamente com um ex-colega de trabalho, e apesar de estarmos em departamentos diferentes sempre sinto que tenho ali alguém conhecido e companhia para o café da manhã...

Já do ambiente, há muito a falar (eu vou tentar passar por aqui de vez em quando a contar algumas situações) e estando lá a apenas 2 semanas já deu para perceber que ninguém se dá com ninguém... muita mulher junta é o que dá.

E hoje já estou de fim-de-semana que amanhã é feriado municipal aqui no burgo... beijinhos e abracinhos 

(sei que tenho alguns desafios pendentes, prometo que respondo em breve).

 

Finalmente...

uma boa notícia... Consegui uma ocupação. De hoje a 15 quinze começo a trabalhar. Infelizmente não se trata de um emprego no sentido certo da palavra, mas sim um CEI (contrato de emprego inserção, nome tão pomposo para o dito). Não é bem na minha área de formação nem área profissional, mas enquanto não consigo realmente retomar a minha vida profissional como desejo, sempre vou estar ocupada e me vou sentir útil. E é isto...